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À Boleia da Sofia

À Boleia da Sofia

16
Mai24

Vive de maneira que não precises de pedir desculpas

Sofia

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As pessoas podem dizer o que quiserem sobre nós, o importante mesmo é decidir o que queremos ouvir.

É muito curioso o tempo que estamos a viver: os outros estão a descobrir-nos quando antes fomos nós a descobrirmos o Mundo. Tantos anos de falta de confiança. Tantas décadas sem elogios, já não somos o povo da lamúria e do queixume gratuito. Estamos aprender a gostar de nós próprios. Os de fora ajudam, claro. Qual é o problema de aceitarmos esse «agrado» coletivo? Não me lembro de outro tempo assim desde que vivo. É bom.

Caderno de encargos sentimentais, Inês Meneses

09
Mai24

Claraboia, José Saramago

Sofia

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Ao contrário de outros que li de Saramago este foi um livro leve, corrido e que levou pouco tempo a terminar. 

 

Mas será assim a poesia? Nenhum poeta, como nenhum homem seja ele quem for, é simples e natural. E Pessoa menos, que qualquer outro. Quem tiver sede de humanidade não a irá matar nos versos de Fernando Pessoa: será como se bebesse água salgada. E contudo , que admirável poesia e que fascinação!

 

Trata-se de uma narrativa que retrata a vida comum dos habitantes de um prédio e as suas dinâmicas familiares, não teve uma mas várias histórias, contos que de uma forma ou outra se cruzam, amores, desamores, trabalhos, vizinhança e humor. Confesso que foi um livro que me surpreendeu pela sua leveza e escrita, com pontuação. Gostei muito, fica a saudade de algumas personagens e de algumas histórias que podiam muito bem ser as nossas.

 

03
Mai24

Bolo Negro, Charmaine Wilkerson

Sofia

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Este era um dos livros que já tinha visto por ai a ser recomendado e decidi ler, gostei da capa, do título.

É uma história bonita e triste de superação de uma mulher que nunca desistiu de procurar a felicidade apesar das adversidades. A história começa com uma gravação deixada aos dois irmãos — Byron e Benny — nos dias após a morte da mãe, Eleanor deixa-lhes um bolo negro e uma mensagem gravada, o ponto de partida para conhecer a verdade sobre Eleanor, Covey o seu nome verdadeiro. Na gravação que os espera, a mãe pede para comerem o bolo “na altura certa”. A partir daí, a narrativa desenvolve-se entre tempos do passado e do presente, entre a história da mãe e a história dos filhos.

 

...Trata-se de encontrares e manteres o teu centro. É assim que se enfrenta uma onda. Então talvez descubras que precisas de praticar mais, ou há uma tempestade a aproximar-se, ou a onda é simplesmente demasiado grande para ti. Podes até decidir que  simplesmente não foste feito para o surf, e isso também não tem mal nenhum. Mas não podes saber qual destas coisas é verdade a não ser  que vás em frente com a cabeça no sítio certo. -Isto era verdade para o surf e para a vida, disse-lhe a mãe.

 

Uma leitura que desperta várias reflexões sobre surf, resiliência, adversidades, identidade cultural, preconceitos, tabus sobre tramas familiares e o papel da comida que norteia um pouco toda a história. Gosto muito de livros em que haja o envolvimento de gastronomia, só este elemento, remete-nos logo para familia boas conversas, conforto, pertença. Gostei muito de saborear este livro através da minha receita de bolo negro acabado de fazer.

 

02
Mai24

Assim foi Abril ...

Sofia

Mais importante que a chegada foi o caminho.

Assim foi Abril um mês que marchamos juntos na avenida da nossa cidade trauteando e cantando ao som de Grandola Vila Morena, Acordai entre outras.

Assim foi Abril, envolvendo-nos em conversas sobre o antes e depois, partilhando frases, homenageando os nossos capitães e todos os atores intervenientes do grande dia, o dia da Liberdade. 

Assim foi Abril, com a vida a girar, com os tropeços do costume, a colocar à prova a nossa criatividade e os desafios próprios de quem gosta de andar por aí, a tentar ver o lado mais bonito e divertido da vida, driblando o inesperado.

Assim foi também Abril, levando o Teatro aos mais novos por terras do Alentejo.

E assim chegou ao fim Abril, cheio de garra e vontade para viver um novo mês que se avizinha também rico em afetos, em pulsar de corações! 

 

 

25
Abr24

Manuel António Pina, O Tesouro

Sofia

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Este livro veio parar-me às mãos, quando fazia a pesquisa para preparação de uma peça de Teatro infantil sobre a temática do 25 de Abril. Conheci um pouco sobre este autor na feira do livro do Porto o ano passado onde foi o homenageado. Manuel António Pina licenciou-se em Direito mas foi na comunicação que encontrou a sua grande paixão passando pelo jornalismo, rádio e televisão.

O Tesouro, conta-nos a história de como era viver num país triste. Esse país era visitado por muitos estrangeiros que admiravam a hospitalidade desse povo contudo não comprendiam como os seus habitantes  andavam sempre tão tristes, até ao dia em que os questionaram.

 

Então explicavam-lhes: naquele país as pessoas não podiam fazer o que queriam, nem podiam dizer o que pensavam ou sentiam, nem, como eles, partir e visitar outros países  e conhecer outros povos, viviam fechados no seu país como se fosse uma prisão. Nem sequer podiam contar esse segredo a ninguém, porque seriam presos ou até mortas.

 

Um livro com uma narrativa muito simples para ser lida e relida aos mais pequenos sobre como era no tempo em que não havia a Liberdade e os esforços que foram necessários fazer para a recuperar.

25
Abr24

Aprendemos a ser livres à medida que a vida nos vai capacitando para tal.

Sofia

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Aprendemos a ser livres à medida que a vida nos vai capacitando para tal. 

25 de abril nasceu de um amor maior, o amor à liberdade.
Tal como cada um de nós precisou de uma aldeia para crescer, para se sustentar, para se afirmar e para acontecer.
Vivo num país livre, graças a essa aldeia que unida e com toda a vontade fez da Liberdade uma realidade.
Por tudo isto, agradeço e renovo todos os anos a mesma crença, a fé na humanidade.

Ilustração de Liliana Barata @lilianasvbarata
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21
Mar24

Transforma a tua bagagem em aprendizagem

Sofia

#21#

 Transforma a tua bagagem em aprendizagem e coloca-a ao serviço da vida. Encontra algo onde possas aplicar esse conhecimento, através das perguntas certas, porquê, para quê e como. Depois junta q.b de paixão, planeamento, pessoas, palavras e ação. Terás assim a tua proposta de valor, que será o que tu quiseres que seja.

 

Hoje é sobre isto, o poder que cada um tem de transformar a sua vida e a dos outros. 🖤

17
Mar24

O coração vive de sorrisos, Carolina Cruz.

Sofia

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O amor não tem forma, o coração não tem rosto.

O amor não nasce nem se mede pelo corpo, sexo, eficiência ou defeito.

O amor é tudo aquilo que nos faz sentir bem sem sabermos porquê, sem sabermos porque se ama alguém ou sabermos totalmente porque sentimos aquele friozinho na barriga.
O amor é uma incógnita que precisa de ser desvendada, um silêncio que precisa de ser quebrado, um mundo que precisa de ser sonhado junto. Para sentir o amor, e para o vivermos, basta estarmos vivos, não importa a nossa condição. Todos nós, seres humanos, experienciamos o amor.
Os nossos defeitos, bem visíveis ou não, não importam mais ao olhar do coração, que vive de sorrisos.  

                                                                                                                                                                      Carolina Cruz

 

Convidei a querida Carolina Cruz no mês passado a escrever sobre o Amor, este é um pequeno excerto que está presente no seu primeiro livro, "O coração vive de sorrisos". Visitem a sua página, www.instagram.com/carolinacruz_blog/, e fiquem a conhecer mais sobre o seu trabalho.😉

04
Mar24

Pedras no caminho. E para que as quero?

Sofia

A história de cada um é feita de vários eventos, uns brilhantes e outros nem por isso. A criatividade, coragem e fé trouxeram-te até aqui. Hoje olhas para trás e celebras o que conseguis-te ultrapassar e conquistar. Mas isto não acaba aqui ! É quase certo que ao longo da vida te depares com muitas pedras no caminho. E para que as quero? Para criar e construir novas narrativas, de preferência bonitas! 

E a vida segue! Boa semana!😉